A maioria dos brasileiros sempre ouviu que é impossível trabalhar no Japão sem ser descendente de japoneses, mas isso não é verdade.

Qualquer pessoa pode viver e trabalhar no Japão, desde que seja contratada por uma empresa japonesa e se qualifique receber o visto de trabalho. Existem diversas categorias de visto de trabalho, mas a exigência mais comum é ter um diploma de ensino superior ou 10 anos de experiência profissional na sua área de atuação.

Como todo processo de visto, é importante saber que a imigração irá analisar cada caso com cuidado, e fatores como antecedentes criminais ou irregularidades no seu visto podem resultar em um visto negado. Além disso, sempre há exceções ou casos especiais que podem levar a uma aprovação ou rejeição inesperada.

Por isso, colocaremos abaixo alguma formas de aumentar suas chances de trabalhar no Japão:

1 – Aprenda japonês no Japão

Mesmo se você tiver um diploma universitário, é extremamente difícil encontrar trabalho no Japão se você não souber japonês.

Infelizmente o idioma japonês é muito mais difícil de aprender que o inglês ou espanhol. A forma mais eficiente de aprender é por imersão, vivendo no Japão e tendo aula com japoneses.

O Go! Go! Nihon pode te ajudar com isso, trazendo você ao Japão com um visto de estudante para passar até 2 anos aprendendo o idioma. Todas as escolas parceiras do Go! Go! Nihon oferecem cursos em tempo integral, projetados para levar você do nível iniciante ao avançado em japonês (por volta do nível JLPT N2-N1) nesses 2 anos de curso.

Porém, não pense que isso será uma tarefa fácil: aprender japonês no nível necessário para ingressar no ensino superior exige dedicação consistente e trabalho duro.

Em geral, as escolas de idiomas exigem que os alunos tenham mais de 18 anos e tenham concluído o ensino médio. Para aqueles maiores de 18 mas que não atendem a esse requisito, a Escola de Língua Japonesa Akamonkai em Tokyo oferece um curso especial de um ano que conta para o conclusão do seu 12º ano de escolaridade. Entre em contato para obter mais informações sobre este curso ou para recomendações sobre escolas de idiomas em todo o Japão.

2 – Faça uma faculdade ou escola técnica no Japão

Se você já está aprendendo japonês mas não tem um diploma ainda, você pode unir o útil ao agradável e fazer sua graduação no Japão. Dessa forma você terá um diploma de uma instituição reconhecida pelos japoneses, terá tempo de se acostumar ao país a cultura, e ainda terá ajuda da instituição na hora de buscar emprego ou estágio.

O processo seletivo varia de acordo com a instituição, mas a maioria das universidades e escolas técnicas no Japão usa o EJU (Examination for Japanese University Admission for International Students, ou 日本留学試験), uma espécie de “ENEM para estrangeiros“. Muitas escolas de idiomas oferecem cursos preparatórios para aqueles que desejam ingressar na universidade, então é importante se informar na hora de escolher uma escola.

Para escolas técnicas (cursos de 2-3 anos), geralmente é suficiente ter atingido o nível JLPT N2 e passar por uma entrevista. Os graduados das escolas técnicas japonesas recebem um diploma especial, semelhante ao de tecnólogo no Brasil, que geralmente é suficiente para ser aceito pelos empregadores japoneses no lugar do diploma de bacharel.

AVISO: O Japão não reconhece cursos de tecnólogo no Brasil como cursos de ensino superior, então será difícil conseguir um visto de trabalho se você é recém-formado e não tem experiência profissional.

Cursos universitários em inglês

Se você não for fluente em japonês mas tiver um bom nível de inglês, algumas universidades japonesas também oferecem cursos em inglês. Não há tantas opções de curso quanto existem em japonês, mas dessa forma você conseguiria fazer sua graduação e conseguir o diploma ao mesmo tempo que mora no Japão e estuda o idioma.

Verifique os sites da universidade para ver se elas oferecem cursos ministrados em inglês.

3 – Procure emprego remotamente

A grande maioria das empresas japonesas irá contratar apenas pessoas que já falam japonês e moram no Japão, por isso vir morar no país como estudante costuma ser a porta de entrada mais garantida. No entanto, se você for um profissional bem qualificado, é possível sim ser contratado do exterior para vir trabalhar no Japão sem ser descendente.

Essas vagas costumam ser para cargos de gerência ou que exigem conhecimentos específicos, mas vale a pena procurar por oportunidades usando LinkedIn e outras plataformas de emprego, mesmo que apenas para conhecer as exigências do mercado de trabalho japonês.

4 – Novo visto de trabalho para o Japão – “Specified Skills Visa”

Em 2019 o governo japonês passou a oferecer uma nova forma de trabalhar no Japão sem ser descendente, o “Specified Skills Visa” (visto de habilidades específicas). A proposta deste visto é trazer profissionais de 14 categorias que possuem experiência de trabalho mas não tem um diploma de bacharel. Essas categorias são:

  • Cuidado com idosos
  • Limpeza de prédios
  • Indústria de transformação
  • Produção de máquinas
  • Construção civil
  • Construção de navios
  • Indústria de energia
  • Indústria automobilística
  • Hotelaria
  • Agricultura
  • Pesca
  • Aviação
  • Produção de alimentos
  • Alimentação (bares, restaurantes e demais estabelecimentos do setor)

No entanto, você ainda precisa ter um bom nível de japonês, equivalente ao JLPT N4. E, no momento, os testes para este visto são realizados apenas em nove países asiáticos: Filipinas, Vietnã, China, Indonésia, Tailândia, Myanmar, Cambodia e Mongólia. O governo japonês está fazendo tudo aos poucos, criando os testes para cada categoria e testando em qual país vai realizar as provas, então não temos como saber se o Brasil terá provas no futuro, e quando isso irá ocorrer.

Recomendamos que fale com o consulado japonês de sua região, ou visite o Ministério de Relações Exteriores do Japão (em inglês) para obter mais informações.

5 – Faça um MBA no Japão

Se você já tem um diploma e/ou alguma experiência profissional mas gostaria de continuar seus estudos e ainda conseguir uma ajuda para começar sua carreira profissional no Japão, considere o Mestrado em Administração de Empresas (MBA) na GLOBIS University, em Tokyo. O curso é totalmente em inglês, dura 1 ano, inclui um estágio e oferece acesso à equipe de ensino e à rede de negócios da GLOBIS. Leia mais sobre este MBA em Tokyo com a GLOBIS.

Aqueles que não possuem um diploma de bacharel ainda podem se inscrever, pois a GLOBIS pode aceitar pessoas com ampla experiência de trabalho. É necessário passar por uma triagem para verificar se o histórico necessário é suficiente como substituto.

6 – Abra uma empresa no Japão

Se você estiver pensando em abrir uma empresa no exterior, o Japão possuí um visto especial para investidores. Entre outras coisas, é preciso abrir um escritório físico dedicado no país e investir ao menos 5 milhões de ienes na empresa.

O consulado brasileiro de Hamamatsu tem um guia sobre isso com mais detalhes.

7 – Visto de Férias-Trabalho (Working Holiday Visa)

Infelizmente não é uma opção disponível para brasileiros, mas se você for português ou tiver dupla cidadania em certos países, é possível obter o Visto de Férias-Trabalho, que permite que você passe 1 ano vivendo no Japão, livre para fazer o que quiser. Por exemplo, você poderia estudar japonês por 3 meses, viajar por 3 meses e depois trabalhar em período integral por 6 meses.

 


Como você viu, trabalhar no Japão sem ser descendente é um processo complicado, mas é possível, e o Go! Go! Nihon pode ajudá-lo!

Entre em contato se você deseja dar o primeiro passo para realizar seu sonho de viver, estudar e trabalhar no Japão.